APRESENTAÇÃO DO SEMIFINALISTA – MR/MISS FETICHE BRASIL 2026
Apresentação – Conte-nos quem é você e como gosta de ser chamado nome ou nick?
Anova por Anova: Espírito livre e indomável. Hoje tenho meus 25 anos humanos e estou completando 2 anos dentro da cena pet/fetichista. Meu nome no RG é Erick, e o “Anova” faz parte do meu sobrenome, Cassianova.
Escolhi esse nome por não querer ser chamado por um nome que não é meu, e “York” é uma homenagem às minhas lindas bebês peludas, que, inclusive, são muito parecidas comigo. Atualmente, faço parte do time Fetish Meet, no qual realizamos encontros sociais na rua para todos os fetichistas. Tenho a honra de carregar o título de Master Dog Brasil 2025, algo que foi reconhecido por todo o meu comprometimento com a cena fetichista de São Paulo em apenas 1 ano de surgimento.
Meu projeto, Pets em Foco, está completando 1 ano, com eventos fotográficos bimestrais em diferentes parques de São Paulo, buscando dar visibilidade à comunidade Pet da cidade e do Brasil.

1 – Conte quem é você além do visual: como começou sua relação com o fetiche e o que o trouxe até aqui hoje?
Sempre fui uma pessoa muito sexual e libidinosa. No auge dos meus 22 anos, decidi frequentar todos os espaços que um jovem gay sonha em ir: boates de Strip, saunas e casas voltadas para o sexo. Foi na festa FCK que eu vi ao vivo dois Dogs, um deles sendo o alfa e levando o outro na guia, e aquilo me encantou. Eu já sabia que existia o Puppy Play, mas foi a primeira vez que vi ao vivo .
Na parada de 2023, que foi a primeira, eu vi um grupo grande de Dogs, os quais que eu já acompanhava, mas, infelizmente, não consegui me aproximar.
Na época, eu estava desempregado e fazendo bicos em uma sauna (isso mesmo: em três meses, passei de cliente para funcionário). Isso fez com que eu me adentrasse ainda mais no mundo do s-e-x-o .
Em outubro, eu tinha acabado de receber um bom dinheiro, e a primeira coisa que fiz foi providenciar minha primeira máscara. Eu já tinha tudo planejado: tinha que ser a máscara da Tuft Squad, da qual eu já era obcecado e que atendia todas as minhas necessidades. Duas semanas depois, no dia 27/10/2023 , a máscara chegou, e me senti realizado em trazer o Anova ao mundo.
No dia seguinte, fiz meu primeiro ensaio fotográfico em Paranapiacaba e comecei a ficar conhecido, participando de eventos. Mas só foi em março de 2024 que a Fetish Meet entrou na minha vida para valer. Depois de passar por uma enorme desilusão amorosa, resolvi entrar de cabeça e comecei a trabalhar efetivamente na organização. Com o tempo, fui ganhando confiança e criando meu próprio projeto , o Pets em Foco, até que fui contemplado com a honra e responsabilidade de ser o Master Dog BR 2025.
Neste ano, mais uma vez reconhecido por esse evento – que foi o primeiro evento fetichista ao qual frequentei em 2023 – fui co-anfitrião em 2024 e agora estarei lá como semifinalista no Mr. Fetiche Brasil 2026.

2 – O que você gostaria de contar para que a população e os jurados saibam mais de você? Quais seus fetiches?
Desde antes do Anova vir ao mundo, eu já era modelo e tinha uma paixão por moda, que incorporei na persona Dog, deixando-o ainda mais autêntico. Isso acabou virando algo do qual me orgulho em manter.
Meus fetiches envolvem o sensorial e a sensação de servir. Ver a satisfação no rosto do mestre é tudo para mim, saber que minha existência tá agradando.
Isso vai muito além do sexual; tem seu erotismo e apelo, mas só o toque já é suficiente para um bom orgasmo mental. Como experimentalista, prático várias práticas e flerto bastante com Impact Play, mesmo com baixa tolerância à dor.

3 – Por que você decidiu se candidatar a este título e o que ele representa para você, pessoalmente e comunitariamente?
Senti que poderia ser minha hora de receber os holofotes e, então, me dediquei nesse último ano. Como moro longe da capital de São Paulo, onde acontece a maior parte dos eventos, me desdobrava para poder comparecer a todos, muitas vezes dormindo muito pouco. Sei que ainda sou privilegiado por morar na área metropolitana e não no interior, como muitos amigos, mas, de qualquer forma, é desgastante , ainda mais sendo CLT.
Então resolvi que teria que correr atrás do meu reconhecimento. Eu não queria me candidatar, não me achava digno, pois no ano anterior nem fiquei no Top 10, mas tomei coragem e lembrei do que me foi dito: “Uma inscrição já basta para dar força à comunidade”.
E é isso que eu quero: dar força, ajudar o fetiche brasileiro a ser mais reconhecido, mais respeitado no nosso próprio país, para que a comunidade Pet possa se orgulhar por ter um representante que não tem medo de dar a cara a tapa por eles.

4 – Se você conquistar este título, qual é o principal propósito ou projeto que deseja desenvolver para a comunidade fetichista?
Primeiramente, meus esforços se voltaram ao meu projeto já existente, o Pets em Foco, no qual acredito que tenha o potencial necessário para alcançar objetivos maravilhosos: levar autoestima, confiança e visibilidade para Pets de toda São Paulo. Poderemos atravessar fronteiras, fazer edições em outros estados para que todos os animaizinhos e admiradores deste país tenham acesso.
Continuarei meu trabalho dentro da Fetish Meet, fazendo com que ela cresça ainda mais, pois já estamos em nosso terceiro ano, e melhorando cada vez mais a nossa estrutura e alcance.
Com esse título, espero continuar um legado de inclusão, respeito e igualdade que vem junto com a faixa, trabalhando incansavelmente pela visibilidade e aceitação perante essa sociedade que retrocede a cada dia.

5 – Como é sua ligação com a cena Leather/Fetish local ou internacional? Há pessoas ou momentos que marcaram sua trajetória?
Sempre usei o que tinha a meu favor para tentar fortalecer a comunidade, divulgando festas, eventos, projetos ou apenas comparecendo e demostrando meu apoio.
Sempre fiz questão de estar à disposição para ajudar, muitas vezes abrindo mão dos meus próprios interesses para isso, pois nunca deixei ninguém dessa comunidade na mão de propósito. Mas um momento marcante que eu tive nessa caminhada até aqui, foi o fato que tive que passar por muitos momentos sozinho, mesmo recebendo palavras de apoio. Ainda assim, eu estava lá de focinho erguido, levando o Dog Play para as passarelas.
Em 2024, participei de desfiles de moda beneficentes em prol da tragédia que assolou o Rio Grande do Sul. Foi um marco para mim, ser o único “diferente” na passarela, sendo julgado por quem não entende. Aquilo me elevou e me fez ver que, se eu quisesse evoluir, eu mesmo terei que construir meu próprio espaço.

6 – Após um ano de intensa dedicação do Mestre Cruel e um grande legado comol Mr Fetish 2025, o que você avalia da sua trajetória que foi importante para a cena e a comunidade fetichista e o que você pretende manter e trazer de novidade, se for eleito(a)?
Depois de aprender muito com nomes como Dom Jheff, Dog Kafan e Mestre Cruel, e pelas minhas próprias experiências , percebi que insistir nessa comunidade não tem preço. A satisfação de realizar projetos sem fins lucrativos, sem visar a imagem pessoal e dando espaço para outros crescerem, é sem igual.
Ter comprometimento, para mim, é fundamental. Comprometimento com pessoas que de certa forma dependem de você, nem que seja apenas para fazer presença em uma festa, é algo que me orgulho de ter.
E é isso que vou manter no próximo ano: comprometimento perante a comunidade à qual me sinto pertencente desde o dia em que a conheci.

7 – Mande um recado para os jurados e seus fãs, o espaço é seu!!
Estou muito orgulhoso de ter chegado até aqui e não ter desistido do senso de comunidade. Estou aqui e penso em vocês , sabendo meu lugar e como vou ocupá-lo.
Mr. Fetiche 2026 será uma validação enorme de tudo que já fiz e continuo fazendo. Sei que ainda tenho muito o que aprender e estou disposto a isso, nem sempre sou capaz de fazer com que todos se sintam incluídos, mas estamos todos juntos numa enorme panela de pressão, prestes a explodir para o mundo.
Então, venha fazer parte desse movimento de liberdade, aceitação e visibilidade que eu, Anova York, pretendo continuar.

